




As revelações feitas pela mídia mostram claramente as artimanhas dos políticos mafiosos que se abastecem do dinheiro público para influir em decisões nos altos escalões, obter favores e até indicar criminosos para cargos de confiança. São escândalos seguidos regidos pela ética torta de que ser pego com a mão na botija, só representa pecado se as forças áulicas (corte) acharem que lhes convém punir o desviante, fato, conforme comprovado, nunca ocorrido.
Por conta única e exclusiva da mídia os bandidos saem, porém após agradecimentos, festas e aplausos, com um futuro nobre assegurado pelo governo. Obviamente tudo tem sentido, pois caso um desses pilantras sentindo um pária (desprezo) resolva abrir o bico, levantando o tapete, muita merda viria à tona, através de acusações mútuas e em série, haja vista serem todos figuras da mesma laia nojenta. Seria tanta podridão que qualquer cidadão honesto teria vergonha de ser brasileiro.
Com o fim da ditadura militar, a crença popular nasceu com a indicação do velho mineiroTancredo Neves para a presidência da República, mas faleceu antes de assumir o governo. Seu lugar foi ocupado pelo vice-presidente o mafioso José Sarney (seu clã domina até hoje o estado do Maranhão, onde o IDH é o pior do país). Em sua deplorável gestão, a inflação bateu recorde como nunca antes alcançada. Inconformados até então, o povo deu seu voto ao elegante, ao atleta, ao jovem Fernando Collor, que prometeu moralizar a política, conter a desvalorização da moeda, prender os ladrões de gravata e, acabar com os “Marajás” (funcionários públicos com altos salários). Puro engodo, depois de tanto se locupletar, foi denunciado pelo próprio irmão Pedro Collor, ocasião do impeachment (impedimento) após quase três anos no poder. Quando seu substituto, o vice Itamar Franco, tomou o cargo, o país vivia momentos difíceis com uma recessão prolongada, inflação aguda e crônica, desemprego etc. O povo se encontrava numa situação de descrença geral nas instituições e de baixa auto-estima. Entretanto, foi elaborado o mais bem-sucedido plano de controle inflacionário, o Plano Real, montado pelo seu então Ministro da Fazenda FHC, que propiciou o aumento do poder de compra e o controle da desvalorização do dinheiro. Mesmo tendo sofrido as consequências das investigações de uma CPI do Congresso Nacional, em virtude de denúncias de irregularidades no desenvolvimento do Orçamento da União, terminou seu mandato com um grande incide de popularidade, comprovado pelo seu apoio bem-sucedido a FHC na sucessão presidencial, repercutindo em mais uma derrota de Luiz Inácio. Voltaram às esperanças com o intelectual, professor, o doutor Fernando Henrique Cardoso (FHC), que embora controlando a emissão exagerada de papel-moeda, de ter efetivado a implantação de uma política Neoliberal e pelas privatizações de várias estatais, o povo não saiu da miséria em que se encontrava, cuja distribuição de renda continuou desigual e o país ficou em excessiva dependência do FMI.
Todavia, o inferno político ainda estava por vir. Restando acreditar em um pobre coitado, que se locomoveu de pau-de-arara, analfabeto, faminto, matuto do interior de Pernambuco, imigrante nordestino, que para o continuísmo da desgraça alheia, depois de quatro eleições perdidas, conseguiu enganar o povo em seu benefício, familiar e aliados. Supunha os abestardos, que sendo conhecedor das necessidades básicas de um ser humano sofredor, ele acertaria o alvo na mosca. Deu no que deu, foi anos de promessas enganosas que fizeram muitos acreditar que finalmente viveriam no paraíso.
Luiz Inácio é um prestidigitador eficiente, pois conseguiu transformar a política em um jogo sem regras definidas, qualquer conveniência passa a ser novo preceito. Por conta, Brasília se transformou em um enorme refúgio de malfeitores impunes que conta com a indulgência que só pensa na permanência do sistema e sua rede de benesses. Todas as instituições estão infestadas de venais com a missão de transformar o povo em laranjas. Quanto mais pobre mais suco rende. Devemos acreditar em pessoas que não se deixem dominar impunemente e não mais no povão, que passou a ser uma ideologia totalitária petista. Devemos também ter muito medo do futuro se tudo continuar caminhando dessa forma. Foi com elites intelectuais rendidas a um partido interessado apenas em projetos de poder como este que o nazi-fascismo triunfou na Europa. Hitler, Mussolini, Stalin, Lula, Chávez, Fidel ..., são exemplos de tudo que existe de pior numa chefia de governo.
Quando percebermos que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício, então podemos afirmar que a sociedade está condenada. Viva Lula! Olê, Olê, Olá, Lulá, Lulá!



































